Acessibilidade em Maringá - Pr ( By Natália Luiz Magalhães)

Bom o que eu tenho a dizer é que sou muito insatisfeita com o centro de Maringá, Cidade Canção. É uma cidade bonita e tudo o mais, porém no que se trata de acessibilidade em vias públicas é vergonhoso. A Av. Brasil (centrão de Maringá) é PÉSSIMA para um cadeirante. Não tem condições do mesmo descer e subir as rampas daquela avenida sozinho só acompanhado por alguém e olhe lá.

Penso que seria interessante que as autoridades fizessem um teste com uma cadeira de rodas na avenida Brasil e pudessem sentir na pele as dificuldades. Ah também os estabelecimentos comerciais desta mesma avenida são uma vergonha. É um ou outro que tem acesso, uma rampinha mal feita e dentro das lojas mal dá pra se mexer. Não sei quem pode solucionar esta questão das lojas, mas espero que alguém possa resolver.

Ah, também o Shopping Catuaí, recém inaugurado não tem acesso na parte externa, pela entrada de pedestres, o que também é uma vergonha para um empreendimento novo na cidade. Bom, é isso, espero que possa aproveitar alguns destes comentários e postar alguma coisa a respeito.

Abraço.
 
Natália Luiz Magalhães.

O que é ser deficiente? by Eliza Bento

Ser deficiente não é não ter uma perna. Não é viver numa cadeira de roda, não é andar devagar, nem é falar enrolado. Esses seres, embora poucos percebam, são seres por demais especiais, feitos  por Deus segundo os códigos sublimes, basta olhemos para dentro dessas criaturas e, sem qualquer sacrifício, descobriremos se tratar  de almas muito grandes, que parecem conhecer vida melhor, já que vêem de ângulos inusitados para a maioria.
Mas- oh ironia- é grande o número de pessoas que se dizem “normais” e insistem em olhar para eles com uma lamentável e ferina pontinha de incompreensão, vestida de piedade, pena ou preconceito, como a dizer que em si reina o sentido e superioridade.
Como pessoas com limitações físicas, sem qualquer eiva de mágoa gostaria muito de saber onde elas se sentem superiores. Será que decorre apenas do fato de poderem andar mais rápido, de “saírem mais”, de poderem fazer mais coisas sozinhas? Tornará isso alguém superior a outrem?
Não posso e nem quero aceitar que essas pessoas sintam-se superiores, pois só delas pensar dessa forma já é  um grande defeito, capaz de romper o dique dessa vã superioridade. Ás vezes temos pessoas a nossa volta que acham que somos incapazes, e
coitadinhos e, mesmo sem assim pretenderem, terminam nos prejudicam. Suas atitudes protecionistas, ainda que movidas por amor, findam por nos atrapalham o desenvolvimento já que nos privam de coisa que inevitavelmente teríamos possibilidade e condições de realizar, realizando-nos.


Se essas pessoas nos privarem da vida, isolando-nos da atitudes de  preconceito, do mundo em geral, como irá ser quando precisarmos enfrentar o mundo real, as pessoas como são, a vida em suas várias facetas?
Existem também pessoas que simplesmente não acreditam em nós, achando que nunca ninguém irá gostar da gente de verdade. Acham que todas pessoas que se aproximam ou querem aproveitar ou trazem maldades no coração. E todo sabemos que não é assim. Existem pessoas que gostam de verdade da gente, pessoas que não ficam olhando nossos “defeitos” de soslaio ou com falsas piedade, são pessoas que quando conversam conosco, olhando nos olhos, dizendo, por gestos e palavras, que estão ali por prazer, não só para nos agradar... Mas, infelizmente, são poucas essas pessoas. Por isso que
elas são tão valiosas e  valem muito.
Minha grande dificuldade é lidar com a necessidade de algumas pessoas que vivem buscando o perfeito físico, anatômico, da aparência apenas, deixando no esquecimento ou no arrebol dos escaninhos da alma a essência verdadeira das criaturas, inclusive si mesmo. Toda a perfeição a ser buscada deve ser a do coração, pois quanto ao resto a gente vai superando com o tempo. O importante não é o corpo, e sim a alma!!!
E antes de ter este corpo que eu amo, eu sou a alma que o habita. Será isso visível um dia?

Cadeirinhas da Acessibilidade - Participem



Com o blog surgiu a ideia de classificar os estabelecimentos que frequento, principalmente os da minha cidade, Maringá com as "cadeirinhas da acessibilidade", ou seja os lugares que eu visitar receberão críticas ou elogios baseado nas condições de acessibilidade que eles oferecerem. O estabelecimento que ganhar 5 cadeirinhas significa que ele apresenta todas as condições para o deficiente usufruir das suas instalações sem inconveniente algum e sem causar nenhum tipo de transtorno para as demais pessoas. Já os lugares que não oferecerem nenhuma condição de acessibilidade será classificado por mim com nenhuma cadeirinha.

Como por exemplo o Posto de Gasolina (que ainda não sei o nome) Ganharia 5 cadeirinhas da acessibilidade,  pois apresenta uma acessibilidade exemplar, já o MPB Bar não ganharia nenhuma, uma vez que a acessibilidade é muito ruim ou quase inexistente.

Para isso conto com a opinião de todos, não se calem quando o local não oferecer condições para atender cadeirantes, mas como a ideia não é só criticar se o local for acessível vamos premiar primeiro com as cadeirinhas e depois frequentando e indicando o local, para amigos.

Se continuarmos a nos esconder porque os locais que queremos frequentar não apresenta acessibilidade as coisas não vão mudar nunca, já passou da hora de exigirmos os nossos direito de consumidores com necessidade especiais garantidos por lei.. Vamos lutar! Eu não nasci deficiente e sei que as pessoas precisam entender como é nossa vida, tem curiosidades e medo de perguntar e isso pode parecer discriminação, mas as vezes é só curiosidade, afinal eles também não sabem como lidar com as nossas deficiências. Saiam de casa, vamos ao cinema, vamos nos divertir em baladas, barzinhos, teatros, clubes, academias, etc, só assim conquistaremos o espaço que tanto queremos e que é nosso por direito.

Conto com a ajuda de vocês para fazer desse blog um instrumento de inclusão e uma fonte de troca de experiências.

Um grande beijo

Gislaine Milani

Acessibilidade - MPB Bar, Maringá Pr


Outro dia, minhas amigas e eu estivemos no MPB Bar, aqui em Maringá e constatamos que a acessibilidade no local é horrivel, devido aos seguintes motivos:

1o Temos que entrar por um portão lateral que passa pela area de fumantes e a rampa que dá acesso ao interior do Bar é intransponivel sem ajuda.

2o O Banheiro feminino fica tão socado em um canto que é quase impossivel entrar, sem contar que não possui um unico reservado que a porta seja de tamanho adequado para a entrada de cadeira de rodas. Barras então, nem pensar.

3o O Bar é alto o que impossibilita que um cadeirante adquira qualquer coisa.

4o Na hora de sair temos que incomodar varias pessoas que estao sentadas em frente ao portão, uma vez que não há sinalização que se trata de uma saida.

Sem contar que é o unicco lugar na cidade que cobra entrada de deficiente, acho que eles nunca ouviram falar sobre inclusão social, o que é uma pena.

Sendo assim NOTA ZERO em acessibilidade para o MPB Bar, em Maringá - Pr.

Normas de Acessibilidade para Deficientes

Normas de Acessibilidade para Deficientes. Muito se pode fazer para eliminar as barreiras arquitetônicas. O texto abaixo foi extraído da cartilha "O que todos precisam saber sobre barreiras arquitetônicas", publicada pelo Programa Estadual de Atenção à pessoa portadora de deficiência / Fundo Social de Solidariedade, do Governo do Estado de São Paulo (1994).
  • Muitos jovens com deficiência poderiam ir ao cinema, prestar vestibular, assistir aos jogos do seu time de futebol, trabalhar, viajar, se os espaços fossem adequados a eles.
  • As mulheres gestantes poderiam ir de ônibus ao trabalho, ou ao médico, se os degraus não fossem altos demais.
  • Um homem acidentado poderia abrir a sua padaria, como fazia todos os dias, atravessando a rua com o uso de muletas, se as guias fossem rebaixadas.
  • Um senhor idoso poderia passear pela praça para encontrar seus amigos, usando bengala, se, em lugar dos degraus, ali existissem rampas de acesso.
  • Pessoas cegas poderiam andar livre e seguramente pelas calçadas, se houvesse sinalização para detectarem os obstáculos.
  • Pessoas em cadeiras de rodas poderiam usar os sanitários de forma independente, se as portas tivessem dimensões que permitissem sua passagem.
  • Pessoas em cadeiras de rodas também poderiam usar os orelhões, se estes ficassem na altura adequada.
  • Pessoas que usam muletas poderiam andar livremente pelas ruas, se o tempo do sinal fosse mais prolongado.
  • É importante termos em mente que as pessoas com deficiência, ou incapacidades, têm o direito de estar nos mesmos locais em que nós todos estamos.

DESABAFO 2

Ser uma pessoa completa, normal, dentro dos padrões da sociedade, e de uma hora adquirir uma deficiência é muito difícil, principalmente porque a sociedade discrimina todos que estão fora dos padrões ditos de beleza, mas acredito que isso se deve a falta de informação uma vez que só damos conta das necessidades dos deficientes quando convivemos com alguns deles, contudo é bem difícil encontrá-los por ai, pois a sociedade não se preocupa por falta de informação e isso se deve... Bem acho que esse ciclo não vai ter fim se, nós Portadores de Necessidades Especiais, não formos até os locais e mostramos o que precisa ser melhorado, não estou falando de serviço de consultoria, mas sim de continuar freqüentando os mesmos locais independente de qualquer coisa e reclamar caso encontremos dificuldade para entrar, para usar o banheiro, para qualquer coisa que as outras pessoas consigam e você não.
Eu sou amputada e estou na cadeira de rodas, não fico em pé por ordens médicas, e a locomoção com cadeira, convenhamos é bem difícil, são raros os locais que apresentam acessibilidade, as ruas e calcadas são mal conservadas o que atrapalha mais ainda, e é muito difícil encontrar vagas especiais. Só que isso nunca me impediu de fazer o que gosto, continuo indo a bares, boates, cinemas, viajo sempre que dá, fui a praia duas vezes no ano passado.
E como eu faço? Eu chego ao local e se eles não possuem acessibilidade adequada não viro as costas e vou embora, pelo contrario, exijo que eles me atendam como a todos os outros, independente das improvisações que eles tenham que fazer. Azar o deles que não fizeram as adequações necessárias para atender as Pessoas Portadoras de Deficiência, sou uma pessoa como todas as outras gosto de balada, de boa comida, de sair com os amigos de paquerar e como todo mundo eu  “EU TO PAGANDO”
Acredito que dessa forma conseguiremos que a sociedade no geral comece a nos olhar de outra forma, com mais dignidade, com menos preconceito, não é ficando em casa e esperando que aconteça um milagre e que o mundo se adéqüe as necessidades de uma minoria, isso não vai acontecer, infelizmente.
Sendo assim, fica aqui o meu apelo, mostrem a cara PPD”s, exijam que o seu direito de ir vir seja respeitado com calçadas e ruas bem conservadas, que o seu direito a educação seja respeitado com escolas adequadas, só assim garantiremos uma qualidade de vida melhor, respeito e dignidade. Afinal não estamos querendo nada alem do que é nosso.

ACESSIBILIDADE NOTA 10 EM POSTO DE GASOLINA

Em viagem no ultimo dia 27/12, no trecho entre Ponta Grossa e Curitiba paramos em um posto de gasolina a aproximadamente 15 km de Campo Largo e fiquei admirada com a acessibilidade do local, a rampa de entrada oferece condições para que um cadeirante suba sem auxilio de outras pessoas, alem disso o banheiro é bem localizado e amplo e os corredores entre as gôndolas sao espaçosos o que facilita a locomoção em toda a loja.
Uma pena não ter gravado o nome do posto, mas ele fica um pouco antes de Campo Largo, aproximadamente uns 15km. Ah não tem uma bandeira conhecida, na fachada só consta o nome de fantasia. Se alguém souber de que posto estou falando, por favor, me avise porque quero parabenizá-lo e divulgar que ele tem acessibilidade nota 10, é o primeiro posto que entende que cadeirantes também viajam e precisam de condições de acesso como todos os outros
Mas uma vez parabéns
 
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